terça-feira, 27 de setembro de 2011
Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre.
“A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.
E pra ela? Por quem ela espera?”
— Caio F. Abreu
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
“Ela gostava quando, depois de muito tempo calada, ele pegava no seu queixo perguntando ― o que foi, guria? Ele gostava quando ela dizia sabe, nunca tive um papo com outro cara assim que nem tenho com você. Ela gostava quando ele dizia gozado, você parece uma pessoa que eu conheço há muito tempo. E de quando ele falava calma, você tá tensa, vem cá, e a abraçava e a fazia deitar a cabeça no ombro dele para olhar longe, no horizonte do mar, até que tudo passasse, e tudo passava assim desse jeito. Ele gostava tanto quando ela passava as mãos nos cabelos da nuca dele, aqueles meio crespos, e dizia bobo, você não passa de um menino bobo.”
— Caio Fernando Abreu
“A gente demora pra aceitar, arruma novecentas desculpas para a falta de jeito do outro. Ah, ele é confuso. Ah, ele está tenso. Ah, ele tem medo. Ah, ele é maluco. Ah, ele isso. Ah, ele aquilo. Desculpa, mas quem quer estar junto pensa: ah, que saudade. Ah, que falta ela me faz. Quem gosta, gosta. Sem complicações. Sem armações e armaduras.”
— Clarissa Corrêa.
“Eu sou três, dependendo da pessoa que me procura. A menina ingênua, que fica olhando o homem com admiração, e finge estar impressionada por suas histórias de poder e de glória. A mulher fatal, que logo ataca aqueles que se sentem mais inseguros, e ao agir assim, tomando o controle da situação, os deixa mais à vontade, porque eles não precisam se preocupar com mais nada. E, finalmente, a mãe compreensiva, que cuida dos que estão precisando de conselhos e escuta, com um ar de quem compreende tudo, histórias que estão entrando por um ouvido e saindo pelo outro. Qual das três você quer conhecer? (…) Embora na minha alma, eu seja uma filha que precisa de carinho.”
— Paulo Coelho
“Até hoje, amigos ainda me encontram e perguntam “E fulano?”. Eu apenas sorrio e respondo incerta: “Passou, coisa de quando eu era criança”. Depois fico um pouco envergonhada em lembrar o quanto eu enchia o saco de todo mundo. Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal.”
— Tati Bernardi.
“Vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.”
— Caio Fernando Abreu
“Eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece eu preciso me cuidar para não assustar você e quando você me pergunta como estou, cuido meus olhos para não me traírem e não te assustarem e não ficarem querendo entrar demais dentro dos teus olhos, então eu cuido devagar tudo o que digo e todo movimento, porque eu quero que você venha outras vezes…”
— Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
“Me diga que está triste, eu consolo. Me diga que nunca foi tão feliz, eu concordo. Me ame ou me odeie. Me mande pra puta-que-o-pariu ou me convide pra ir com você. Exploda na minha cara ou se derreta na minha mão. Deixa eu te ver morrendo de tanto rir ou com vergonha das olheiras de tanto chorar. Só não me esconda o rosto. Me abrace, me esmurre, me lamba ou me empurre. Só não me balance os ombros.”
— Gabito Nunes.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
“Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”
— Fernando Pessoa
“Se o tal “amor” é impontual e imprevisível que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é. “Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer.” Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido. Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja… No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona. Mas é a realidade. Inclusive o assunto “amor” é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto.”
— Luis Fernando Verissimo
“Estou precisando de um determinado acontecimento sobre o qual não posso falar. E dá-me de volta o desejo, que é a mola da vida animal. Eu não te quero para mim. Não gosto de ser vigiada. Você não me quer mal mas também não me quer bem. Será que também eu estou ficando assim, sem sentimento de amor? Sou uma coisa? Sei que estou com pouca capacidade de amar. Minha capacidade de amar foi pisada demais, meu Deus. Só me resta um fio de desejo. Eu preciso que este se fortifique. Porque não é como você pensa, que só a morte importa. Viver, coisa que você não conhece porque é apodrecível – viver apodrecendo importa muito. Um viver seco: um viver o essencial.”
— Clarice Lispector
“Deixe, deixe a onda da dor passar por você, ela pode até te derrubar, te afogar um pouco, te chicotear com o sal, te assustar com tanta grandeza, mistério, profundidade e experiência, mas acredite em mim, você não vai morrer. Você vai se levantar, ainda que a praia inteira ria de você, ainda que a força tenha levado suas roupas e você esteja completamente desprotegido para a vida, nu, entregue, sem dignidade. Ainda assim você vai se levantar e seguir em frente.”
— Tati Bernardi.
“Não chora assim! Está certo que não sei o que você está sentindo, aliás, só você sabe, e é uma insensibilidade tamanha da minha parte, pedir que pare de chorar, mas pense bem, lágrimas nunca resolveram problemas. Chorar na frente dos outros é tolice, porque ninguém nunca está aí para nós da forma que queremos que estejam. Ninguém se importa como queríamos que se importassem. Lágrimas só valem quando você as chora sozinho, porque quando você as enxuga, quando a dor termina, a gente percebe que o silêncio valeu a pena, sem ninguém precisar saber. Você começa a acreditar mais em si mesmo, sem esperar que alguém, além de você, resolva seus problemas. Agora, não chore, vai passar, prometo. Só espero lembrar dessas palavras um dia, irei precisar.”
— Diego Nunes
“Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.”
— Verônica H.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
“E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor?”
— Caio Fernando Abreu
“
Felicidade?
Disse o mais tolo: “Felicidade não existe.”
O intelectual: “Não no sentido lato.”
O empresário: “Desde que haja lucro.”
O operário: “Sem emprego, nem pensar!”
O cientista: “Ainda será descoberta.”
O místico: “Está escrito nas estrelas.”
O político: “Poder”
A igreja: “Sem tristeza? Impossível. (Amém)”
O poeta riu de todos
E por alguns minutos… foi feliz!
”
— Fernando Anitelli
“Virei pedra e entendi porque a solidão é a experiência mais universal de todas. A solidão é muito sacana. Num dia, ela te deixa eufórico, pensando nessa liberdade possível de não dever satisfação a ninguém e nessa possibilidade infinita de realizar todas as tuas vontades. Mas, no outro dia, a solidão te dá uma rasteira daquelas bem dadas. E te faz cair na real. Tu estás só feito um cão de rua, meu filho. Ninguém te ama, ninguém te quer, ninguém te conhece, ninguém tem acesso à tua alma. Tuas neuras são só tuas, e parece que nada nem ninguém preenche esse vazio.”
— Caio Fernando Abreu
“Não sei fingir. Abraço minhas vontades, mesmo que a minha cara fique roxa de tanto apanhar. Cumpro minhas promessas, mesmo que me doa. Não brinco com os outros para me distrair, tampouco dou uma de boa samaritana para depois me esconder atrás da moita. Isso não. Por isso, digo e repito: gosto de gente de verdade. Se você é assim, por favor, senta aqui e vamos conversar.”
— Caio Fernando Abreu
“Não recebi nenhuma resposta, fiquei grilada com o silêncio, achando que você não me queria mais ou, na melhor das hipóteses que o correio havia extraviado a minha carta. De qualquer jeito, era uma carta muito besta, falsa e descolorida — eu estava atravessando uma fase muito ruim, me sentia exilada aqui (…) vazia, sem nada pra dizer, a não ser que gostava imensamente de você e não queria perdê-lo. Talvez fosse um pedido de socorro envergonhado. O socorro não veio, nem de você nem de ninguém.”
— Caio Fernando Abreu
“Eu sei que eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu achava que podia encontrar coisa melhor. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida. Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar.”
— Verônica H.
“Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. Se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum equilíbrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.”
— Tati Bernardi
“Eu quero eternizar o seu sorriso lindo – mas eu nunca falei dele pra você. Nem falei do seu cheirinho bom. Que é o cheiro de uma nova vida que eu estava precisando tanto. E você nem sonha que eu sou meio ciumenta, bem chata, quero ser mãe e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea.”
— Tati Bernardi
“Eu apenas comecei a me achar meio estranho, nada demais… meio jogado, meio esquecido no canto, meio nada, meio muito morno. Deixei pra lá, esse meu mal estar me visitava de vez em quando mesmo. Achei que pudesse ser preguiça também, ou algo parecido. Vi que não era, tinha dias após dia… Comecei a entender todas aquelas frases sobre vazio, vazio no peito, vazio na alma… quem são essas pessoas? São geniais. Como escrevem o que tô sentindo? Era tudo muito louco, eles nem me conhecem.”
— João Amaral
“Na maioria das vezes, gosto de estranhos. A partir do momento que você conhece alguém de verdade, se decepciona tanto, que é mais confortante ficar no anonimato. Não me importo se você for indiferente comigo (já me acostumei muito com isso), só não omitam nada. Verdades são ásperas, mas estão aí para serem aceitas, e jamais questionadas. Já passei por muitas experiências por aqui, e ao contrário do que pensam, aprendi muito com isso. Então, se for me adicionar na expectativa de destruir corações, sinto informar que aqui já não existem mais sentimentos. Tudo é muito indiferente. Na verdade, tanto faz. Boa Sorte.”
— Caio Fernando Abreu
“O que eu queria era alguém que me recolhesse como um menino desorientado numa noite de tempestade, me colocasse numa cama quente e fofa, me desse um chá de laranjeira e me contasse uma história. Uma história longa sobre um menino só e triste que achou, uma vez, durante uma noite de tempestade, alguém que cuidasse dele.”
— Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
“Eu não faço a menor idéia do que vejo em você, mas também não faço idéia do que não vejo. Mas por alguma razão prefiro suas piadas velhas e seu jeito homem de ser. Você é um idiota, uma criança, um bobo alegre, um deslumbrado, um chato. Mas você é homem. E talvez seja só por isso que eu ainda te aguente: você pode ter todos os defeitos do mundo, mais ainda é melhor do que o resto do mundo.”
— Tati Bernardi
“Tem que sofrer muito minha filha, tem que ser largada por um milhão de homens e vê se aprende que amor não se implora. Vê se aprende que se ele gosta, uma frase no orkut não significa nada. Vê se aprende que se ele não gosta, você pode escrever até o RG dele no seu facebook, ele nem vai ter a capacidade de ler. Aprende. Aprende. Aprende que dói menos.”
— Tati Bernardi
“Quero ler mais livros. Escutar mais músicas. Assistir mais filmes. Quero ter menos preguiça, sentar mais no chão, correr mais pelo parque. Sabe, essas coisas fazem com que eu me sinta livre. Acho ruim a gente ter que se aprisionar. Quero sair de noite, caminhar sem rumo, ficar olhando para o céu. Pode soar bobo, mas isso pra mim é tão importante.”
— Clarissa Corrêa
“Tem gente que passa a vida toda lutando contra alguma coisa. Uns lutam contra a balança, outros contra a morte, alguns (doidos!) lutam contra o amor. Eu decidi não lutar mais contra aquilo que não posso mudar. Certas coisas a gente precisa aceitar sem bater o pé ou fazer cara feia.”
— Clarissa Corrêa
“O que você busca na sua vida? Um apartamento espaçoso o suficiente para ter cachorros e uma estante enorme para abrigar e proteger os seus livros. O que mais? Bons amigos, aqueles de fé que não desligam o telefone na sua cara quando você resolve ter uma crise histérica às três e quarenta e sete da manhã. O que mais? Menos trabalho, mais férias, menos gente de cara amarrada, mais educação e gentileza nas ruas, menos isso, mais daquilo e, por favor, um alguém que faça o seu coração sossegar e ter um colinho para descansar no fim do dia cheio no escritório. Digamos que você já tenha tudo isso, hum? Você quer o quê? Um nariz mais bonito, um cabelo mais comprido, um aumento de salário, um tudo sempre maior e exagerado.
Hoje em dia ninguém se contenta com pouco.”
— Clarissa Corrêa
“Eu só queria alguém que me compreendesse. Um abraço que não viesse com uma punhalada nas costas e um grito de adeus. Um ombro para encostar a cabeça pensante no fim da tarde e sentir a brisa fazer festa com meus fios de cabelo. Um sorriso para virar meu mundo de cabeça para baixo e me fazer sentir que a solidão ficou no passado. Veja só como era simples. Não era pedir demais, era?”
— Gabriela Santarosa
“Sei viver sem você, oficialmente falando. Mas eu não quero, não vou. Eu poderia te dizer aquelas doces mentiras sinceras - “você-é-minha-vida”, “não-sei-o-que-seria-da-minha-vida-sem-você” ou todo esse tipo de porcaria que a gente diz no calor da hora. As pessoas são assim, dizem que não sabem viver sem você. Depois aprendem e esquecem de comemorar contigo. E deixam vazio o lugar que sempre será delas. Eu não, simplesmente estou aqui. De vez em quando sujo, entediado, agressivo, mal-humorado, triste, calado e chato. Mas aqui.”
— Gabito Nunes
“Já tive torres internas que foram ao chão. Torres altas demais para mim, torres que nem chegaram a ficar concluídas (as de dentro nunca se concluem). Torres que me exigiram esforço e que me deram prazer. Até que alguém, com uma frase, ou com um gesto, as fez virem abaixo. Tinha gente dentro, tinha eu.”
— Martha Medeiros
“Coragem, menina, porque fácil não é. Pise firme e olha pra frente. Não se iluda achando que no caminho só terão flores. Até nelas tem espinhos. Vá em frente, levanta a cabeça. Cuidado com as pedras, com as pequenas principalmente. Seu sonho não é de graça, paga o preço! No final você vai perceber que tudo valeu a pena. Não pára, não descansa. Eu sei, não é competição, mas você precisa ser a melhor. Aprenda. Chega de ficar para trás em tudo, menina, chega.”
— Diego Nunes
“Certo dia parei para observar as mulheres.. e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem… elas conhecem todos. Parece que frequentam escolas diferentes das que frequentam os homens. E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens [..]
En-fei-ti-çam!”
— Luiz Fernando Veríssimo.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
“Minha vida mudou muito nos últimos anos. Eu mudei muito nos últimos anos. Mudei sem oferecer a menor resistência. Mudei sem me surpreender com as mudanças. Elas simplesmente apareceram, aconteceram, me invadiram e se instalaram. Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma. E hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém. A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente.”
— Clarissa Corrêa
sábado, 10 de setembro de 2011
“Depois de estar com você, de sentir teu cheiro, tua pele, encostar a mão no seu rosto, ouvir coisas banais, enroscar meus dedos em seus cabelos, enfim, de sentir você, eu tenho, tive e sempre terei absoluta certeza de que eu não quero que você saia da minha rotina. Permaneça sempre, por favor.”
— Tati Bernardi
“Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.”
— Caio Fernando Abreu
“Tudo me deprime. Eu ficar chupando a barriga pra dentro pra esconder que tenho um pouquinho de pança, eu ficar me equilibrando no salto, eu ficar fazendo minha cara de “não encosta em mim”. Tudo me deprime. As pessoas falando de trabalho, as pessoas forçando falar qualquer absurdo só porque o óbvio seria falar de trabalho.”
— Tati Bernardi.
“Eu já abri as portas, agora só vai ficar quem gostou da casa porque é simples e, encontrou, por acaso, algum valor no meio da bagunça. Só fica quem gosta do café, das conversas e do pôr-do-sol. Definitivamente, só fica quem quer; quem encontrou e se encontrou. Aqui é bom, há quem concorde. Contudo, sempre tem quem prefira lá fora. Os novos ventos já estão entrando, as cortinas já estão sorrindo. Dessa vez só fica o que for verdadeiro.”
— Diego Nunes.
“Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo, eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, e falta de ar…”
— Clarice Lispector
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
“.. Se perguntando: como fazer para ser percebido? A resposta deveria ser: percebendo-se a si mesmo. Mas é o contrário que acontece: a gente passa a se vestir como todo mundo, falar como todo mundo, pensar como todo mundo. Só então consegue passe livre: ok, agora você é um dos nossos, a casa é sua.”
— Martha Medeiros
“Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la.”
— Martha Medeiros
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
“Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido. Dei esse exemplo meio barra pesada de me matar….esquece, posso ligar para ver o nascer do sol no Ibirapuera às cinco da manhã.”
— Caio F. Abreu
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
“Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas… Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros.De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.”
— Caio F. Abreu
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