segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. - Caio Fernando Abreu
Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outras com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é. - Caio Fernando Abreu
Tenho sentido coisas inexplicáveis, carências incuráveis… Ninguém acredita, mas eu sou uma pessoa muito sozinha. Não pense que isso é ruim não, porque ruim é não sentir nada, a solidão faz parte. Tenho sentido uma vontade sobrenatural de ligar para alguém que já não me atenderia mais, tenho vontade de dizer que faz falta o que não vivi. - Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

"E eu sinto uma falta tão grande de algo que eu nem sei direito o que é, de pessoas que nunca mais vi, de outras que fazem parte do meu dia a dia e até mesmo de olhares antigos, inocentes, mas que me preenchiam de alguma maneira. É que, às vezes, eu fico mesmo fora de foco. Escondido entre minhas incógnitas e cheio de um vazio que ninguém dá jeito. Um vazio que me diz muito, até. Mas eu não entendo quase nada. Um vazio que transborda, sabe? Que dói na alma." — Mateus F.
E foi assim, quando dei por mim já estava perdida na escuridão, vazio insuportável, dor que parece que vai te matar mais não mata, só tortura. Mais sempre diziam que tudo passa não é mesmo!? Eu procurava acreditar nisso, acreditei muito, por muito tempo. E de repente um “BÁ! Isso aí não é só uma fase que vai passar logo logo menina, isso aí é o que você se tornou!” - disse aquela do espelho, que vive me encarando nos olhos, sem medo, tentando me decifrar. E quando me dou por mim, já se passaram anos, anos iguais, esperando com que tudo passasse. Óh céus! O que é isso? Vozes gritam milhares de coisas na minha cabeça e da minha boca não sai nada, as vezes só um pedido de ajuda, mais ninguém entende então ninguém ajuda. Tá tudo um caos aqui dentro. Afinal, qual é o limite da lucidez? Temo ter ultrapassado ele e. Não! Não pode ser. Não suporto mais o nevoeiro, quero o céu azul agora. Por favor, alguém me traga luz! - Laisser Couler
Rir é correr risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimen- tos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre.
Eu andava distraída, impaciente, e com poucos amigos. Eu estive dançando no vale das sombras, eu quase nunca sorria, eu nunca me divertia de verdade, me contentava com aquelas alegrias momentâneas, aquelas que nunca eram reais, aquelas no estilo Cinderela o encanto sempre acabava a meia noite. Mas uma manhã dessas eu acordei e vi meus olhos no espelho, eu estava tão bela ali sem toda aquela maquiagem, eu estava tão pura. Sorri. Me amei naquele momento, e aprendi não posso mais viver sem mim. Não quero aquela que eu fingia ser, quero ser apenas eu mesma.
Os humanos têm um hábito muito peculiar de julgar seus semelhantes por sua aparência, de rotular pessoas as quais nunca viram apenas pelo modo como ela se apresenta. Porém, consigo ver dentro de cada um o que realmente são, e me assusto algumas vezes em como podem os humanos se deixarem levar por embalagens, por invólucros. Deixam de ter muitas vezes ao seu lado verdadeiros tesouros, amizade sincera, lealdade, companheirismo, simplesmente por não terem gostado do rosto do indivíduo. - Cidade dos Anjos
Não vejo mistério em ser simples, nem loucura em ser sincero. Apenas vivo o meu destino na esperança de que, seja lá onde este caminho der, o final vai ser sempre o melhor possível, não para mim, mas para a minha história, e independente do espetáculo, ou do fracasso, das lágrimas que vão cair, ou das gargalhadas que vão ecoar, no final eu vou estar ali feliz por tudo que fiz, e resignada com o próximo passo que vou dar. Acho que este é o encanto da vida .
Motivos por aqui só existem os que eu invento. Porque no fundo é preciso acreditar que existe alguma coisa pela qual valha a pena procurar pelo mundo afora. É preciso deixar acesa a pequena chama da esperança de que tudo um dia vai ficar bem, clarear a mente enquanto tudo lá fora é escuridão. Porque a cova já tá profunda de mais e acabar de cavá-la é bem mais fácil do que tentar sair de lá. E ninguém me avisou que era difícil assim. Deve ser isso, desculpa mamãe, mais a senhora não me preparou pra esse mundo aqui. Aliás, só tem nos feito acreditar nos conto de fada, nas histórias de super heróis, nos filmes de romance… tudo completamente fora da realidade. Deviam nos preparar pra essa vida desde a infância ao invés de nos contarem histórias que nunca vão acontecer na vida da gente, aliás, pode até acontecer algo parecido, mas não com tal magia… Imaginar, parece ter sido a única saída pra tornar essa vida vivível não é mesmo!? Então deve ser essa a melhor escolha, imaginar algo bom. E continuar criando motivos até esbarrar com um de verdade, que me abra um sorriso no rosto e me desperte vontade de correr atrás dele, até alcançá-lo. - Laisser Couler
Mas queria que você entendesse os meus poços escuros, os meus becos — que me fazem mergulhar em silêncios às vezes longos. Já que não me entendes, não me julgues, não me tentes..

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

“Sei perdoar. Passo por cima dos erros pra ficar junto das pessoas que eu gosto. Tenho meus limites. O primeiro deles é meu amor-próprio. Perdôo uma vez, porque errar é humano. Perdôo duas porque o ser humano é estúpido às vezes. Mas não posso viver perdoando porque isso seria incompetência minha.” — Brena Braz
“Nunca soube dizer ‘não’. Sempre fui fácil de ganhar. Não de entender, mas sim de ganhar. Demorou demais até entender a diferença entre uma mão que só quer afagar e uma que se disfarça para machucar. Sou tão sensível a qualquer indício de carinho. E nunca soube dizer não para quem me pedisse qualquer coisa sorrindo. Sorrisos também são o meu ponto fraco. Ah, essas minhas carências que se tornam fraquezas! Eu sou sem jeito demais, confesso.” — Camila Costa

domingo, 23 de outubro de 2011

“Você sabe qual é seu problema? Você pensa muito. Às vezes você tem de deixar de pensar, e só ser.” — Meg Cabot
“Os seus abraços é aonde encontro o carinho, amor e sinceridade que nunca tinha recebido antes. E isso é o que me faz querer estar sempre perto de você.” — Letícia Oliveira
“Você não sabe,mais no fim do dia a gente sempre se decpciona com alguma coisa ” — Maria Eduarda
“Queria poder ter um colo, ou só alguém pra escutar essa minha angústia.” — Annie

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

“Imagine um mundo de coisas limpas e bonitas, onde a gente não seja obrigado a fugir, fingir ou mentir. Onde a gente não tenha medo nem se sinta confuso (não haverá a palavra nem a coisa confusão, porque tudo será nítido e claro). Onde as pessoas não se machuquem umas às outras, onde o que a gente é apareça nos olhos, na expressão do rosto, em todos os movimentos.” — Caio Fernando Abreu
“Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.” — Lya Luft.
“Daquilo que é óbvio, daquilo que nos faz um tanto bem maior, daquilo que nos faz amadurecer diariamente: A capacidade que a gente tem de olhar no olho, de agradecer, de poder dialogar, críticar com sensibilidade, com coragem. Que a gente saiba valorizar cada momento nosso, porque todo mundo aqui já está automaticamente em extinção; Só existe um de cada um de nós. Que a gente saiba cuidar muito disso…” — Fernando Anitelli

terça-feira, 18 de outubro de 2011

“Meu silêncio esconde as palavras que não posso gritar, mas quero. E esse querer se transforma em lágrimas, mais uma vez, isso me sufoca. Sem que ninguém veja, repare, perceba, isso está me destruindo por dentro.” — Dunha
“Venha amigo meu, mostre-me as coisas bonitas da vida. Coisas que ainda não presenciei. Apresente-me sabores, doces ou amargos, não me importa, mas me apresente coisas que ainda não experimentei. Venha amigo meu, me faça esquecer dores que foram deixadas por pessoas que juravam de pés e mãos juntas que jamais iriam me fazer sentir. Venha amigo meu, mas venha de pressa, eu não sei esperar, eu não posso esperar. Já esperei tanto nessa vida. Desde de que me entendo por gente, eu espero. Espero sorrisos mais alegres, abraços mais sinceros, espero por respostas, e quando me magoaram, fiquei esperando por cura. Esperei, esperei… Ainda espero. Venha amigo meu, venha e seja diferente. Venha e não se vá, venha para ficar. Venha amigo meu, me abrace com os olhos e me beije com sorrisos. Não peço muito. Venha amigo meu e se você tirar um sorriso sincero meu, eu lhe direi: - “Amigo meu, sou eu, o amigo teu.” — raf.baa
“Quem é feliz não conta, não espalha, não grita aos quatro cantos. Quem é feliz, satisfaze-se por ser. E sabe que felicidade anda coladinha na inveja. Quem é feliz não precisa provar nada, simplesmente é. As pessoas felizes demais nunca me passaram confiança. Essa coisa de que a vida é uma festa e não existe nada errado, não me brilha aos olhos. Feliz é quem conhece o lado ruim e o respeita. Feliz é quem já foi infeliz. Somente quem já foi infeliz pode entender que a tristeza traz um punhado muito bom de aprendizados. O oba-oba de quem nunca se deixou entristecer não serve na minha vida. Felicidade não é sobre quem grita mais alto; é sobre quem sorri mais fundo.” — Camila Costa
“Você tem que vir comigo em meu caminho. E talvez o meu caminho seja triste pra você. Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos e os seus braços o meu ninho. No silêncio de depois, você tem de ser a estrela derradeira, meu amigo e companheiro, no infinito de nós dois.” — Vinícius de Moraes.
“Enquanto trabalho com ar de moça séria e ajuizada, minha cabeça parece uma metralhadora giratória, os pensamentos sendo disparados a esmo: digo ou não digo; fico ou não fico; tento ou não tento? Quem de mim é a sã e quem é a louca, (…) como estarei raciocinando daqui a duas horas, em linha reta ou por vias tortas? Alguém bate na porta interrompendo meus devaneios, é o zelador entregando a correspondência, eu agradeço e sorrio gentil, demonstrando minha perfeita sanidade. Que controle tenho eu sobre o que ainda não me aconteceu? E sobre o já acontecido, que segurança posso ter de que minha memória seja justa, de que minhas lembranças não tenham sido corrompidas? Quero e não quero a mesma coisa tantas vezes ao dia, alterno o sim e o não intimamente, tenho dúvidas impublicáveis, e ainda assim me visto com sobriedade, respondo meus e-mails (…) sou confiável, sou uma doida. E essa constatação da demência que os dias nos impingem não seria lucidez das mais requintadas? É de pirar.” — Martha Medeiros
“Eu me concentro em todo o meu vazio, minhas angústias, decepções, tristezas, dores e me pergunto: Será que um dia, um diazinho que for, alguém vai sentir por mim um amor imenso, incabível em palavras? Daqueles bonitos, intensos, que vencem qualquer dia ruim… Poderei eu ser amada assim?” — Marjorie Rodrigues
“Fingir que está tudo bem, os olhos borrados, o canto da boca levemente mordido na tentativa de matar a vontade que grita, que arde. Fingir que está tudo bem enquanto o telefone não toca, a vida não gira. Fingir que está tudo bem, o coração a tilintar feito pequenos cristaizinhos pulando no chão. Odeio amar, não é engraçado? Amanhã tento de novo. Amar só é bom se doer. Desculpe tanta sede, tanta insatisfação. Amanhã, amanhã, recomeço. Te espero. Te Beijo.” — Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nada me faz tão feliz quanto esta sensação de voar. Sinto-me pequena em meio a tanta felicidade, os pássaros entram pelo meu quarto e me fazem dançar. Sinto que perdi tudo que queria, mas ganhei tudo que não esperava ter. Uma luz tomou lugar daquele tremendo vazio que habitava minha alma, respiro alegria e inspiro amor. Não é nenhum tipo de sentimento forçado ou resultado de alguma outra ação, é natural… Levemente perfeito. Sinto-me leve, parece que é a partir de agora que começo a viver. - Hilda Seleme
“Porque eu tô ainda muito inseguro de mim mesmo, e não acreditando absolutamente que alguém possa me curtir bem assim como eu sou. Eu não tenho quase experiência dessas transações, me enrolo todo, faço tudo errado — acabo me sentindo confuso. Tudo isso é tão íntimo, e eu já estou tão desacostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro, sei lá, não é nada disso, sabe? Conviver é difícil — as pessoas são dificeis — viver é dificil paca.” — Caio Fernando Abreu

terça-feira, 11 de outubro de 2011

“Não esqueci a tempestade, não esqueci de nada, mas tomei uns analgésicos e a dor, aos pouquinhos, vai passando. E mesmo que você venha ameaçar meu dia com chuva, hoje vai fazer sol! E a previsão do tempo de amanhã também é sol, um sol digno de praia. Mas amanhã é amanhã, embora eu saiba que também vou sorrir, vou começar a sorrir logo de hoje, porque a vontade pulsa em mim, anima tudo aqui dentro do meu corpo e eleva minha alma.” — Tati Bernardi
“Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais.” — Pe. Fábio de Melo

sábado, 8 de outubro de 2011

“Certa vez me perguntaram por que nunca me vingo de ninguém. É simples, acredito em carma; tudo que vai, volta. Então não preciso me preocupar em vinganças, elas vêm naturalmente, sem que movamos um dedo. Para que “sujar minhas mãos” com algo que vai simplesmente acontecer? Se você prejudicar alguém, não ache que irá ficar impune, pois depois você terá que acertar suas contas com alguém superior a você. Com o maior ser que existe. E você sabe muito bem de quem estou falando.” — Fernanda Vokurka
“Ele carregava cargas pesadas nos ombros. Alguns pensavam que eram bugigangas, outros, que era sua mudança. Mas eles estavam errados. Ele carregava sonhos. Sonhos de uma vida inteira. Sonhos que ele nunca tinha pensado em realizar; apenas colocava no papel. Mas certo dia ele parou e pensou: tantos sonhos bonitos; não é justo deixá-los esquecidos num papel qualquer. E então, ele pegou seus sonhos e partiu para realizá-los.” — Fernanda Vokurka
“Vivemos num mundo onde a mentira é mais constante que a verdade. Onde a razão e a emoção vivem em pé de guerra. Onde pessoas fingem ser o que não são só para agradar os outros. Onde ser julgado é a coisa mais normal que existe, como se alguém tivesse o direito de fazer tal absurdo. E parece que mudar essa situação fica cada vez mais difícil.” — Fernanda Vokurka
“ Abri os olhos e logo tornei a fechá-los; ainda estava muito escuro. Estava sonhando com algo que sonho realizar; estranho, não? Mas é verdade. Direto tenho desses sonhos. E eles são um estímulo. É como se me mostrassem quão maravilhoso seria realizar esses sonhos, e isso me impele a continuar lutando. Me espreguiço e mudo de posição, querendo dormir novamente, pois ainda tem muita noite pela frente e muitos sonhos, já que (graças a Deus) eles não me abandonam. ” — Fernanda Vokurka
“Diga que não dói, mesmo que a dor seja quase insuportável; se mostre indiferente, mesmo querendo matar alguém; sorria ao invés de chorar. Faça qualquer coisa, mas nunca mostre seu sofrimento àqueles que estão loucos para vê-lo.” — Fernanda Vokurka
“Recuso-me a ficar triste. Sejamos alegres. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade. Eu estou - apesar de tudo, oh apesar de tudo - estou sendo alegre neste instante - já que passa se eu não fixá-lo com palavras.” — Clarice Lispector
“As quatro mãos se apertam, se aquecem, se misturam, se confortam. Não negro monstro marinho viscoso, vômito na manhã. Mas sim branca estrela do mar. Pentáculo, madrepérola. Ostra entreaberta exibindo a negra pérola arrancada da noite e da doença, puro blues. E diz, o homem diz: - Você não existe. Eu não existo. Mas estou tão poderoso na minha sede que inventei a você para matar a minha sede imensa. Você está tão forte na sua fragilidade que inventou a mim para matar a sua sede exata. Nós nos inventamos um ao outro porque éramos tudo que precisávamos para continuar vivendo. E porque nos inventamos, eu te confiro poder sobre o meu destino e você me confere poder sobre o teu destino. Você me dá o seu futuro, eu te ofereço o meu passado. Então e assim, somos presente, passado e futuro. Tempo infinito num só, esse é o eterno.” — Caio F. Abreu

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"Covarde, é como me descrevo agora. Meu medo é uma aversão ao desconhecido, ao futuro incerto. Meus passos buscam consolidar-se entre grãos de areia, minha mente mantêm-se atenta a toda e qualquer interferência mas… Isso não é o bastante, meu corpo indeciso reflete as decisões ao meu redor, amargura-se pelo medo que vem de todas as direções; Me sinto fraca, incoerente e minha alma, sempre em silêncio, é quem sente. Um passo adiante, mas um medo constante. Meus passos são pequenas sombras diante meu esse clarão, meu corpo recua a cada passo incerto, minha mente retraí-se nesta imensidão.Medo, receio e aversão. É tudo o que sou agora."
“Tenho aprendido coisas que ainda estão vagas dentro de mim, mal comecei a elaborá-las. São coisas mais adultas, acho. Tem sido bom. Amigos cintilam em volta, estendem a mão na hora certa. Você vai se enriquecendo em fé.” — Caio Fernando Abreu
“É perdendo o apoio que a gente descobre que o resto do mundo não para só porque nosso mundo parou. A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso.” — Verônica Heiss
“Todo mundo tem um esconderijo, porque a vida exige isso. Somos sensíveis, muito sensíveis. Eu digo, por dentro. Todos temos feridas que ainda não foram curadas e o sol de fora machuca. Às vezes a gente precisa se esconder, ficar sozinho nem sempre é ruim. O escuro é bom, e já me disseram que nele tem tudo que a gente precisa. Pois é, aprendi.” — Diego Nunes
“Se tinha alguma dor e se enquanto doía ela olhava os ponteiros do relógio, via então que os minutos contados no relógio iam passando e a dor continuava doendo. Ou senão, mesmo quando não lhe doía nada, se ficasse de fronte do relógio espiando, o que ela não estava sentindo também era maior que os minutos contados no relógio. Agora quando acontecia uma alegria ou uma raiva, corria para o relógio e observava os segundos em vão.” — Clarice Lispector
“Não sou da espécie robótica, embora tenha sensores de reconhecimento facial e mecanismos que reconhecem vozes. Sou daquele tipo sensível demais, que gosta de olhar nos olhos. Sou dessas que não se contentam com o sentimento automático, ou com a frieza da modernidade. Gosto de me encaixar na anatomia de abraços sinceros, daqueles que posso medir a temperatura dos corações com esse tal termômetro que as pessoas chamam de afinidade.” — Ju Fuzetto
“Posso ser cheia de dúvidas, mas se tem uma coisa que não faz parte da minha vida é a paralisia. Você até pode me ver reclamar, berrar, me contorcer, mas de maneira nenhuma vai me ver calar, aceitar e me conformar com o que não for bom pra mim. Posso sentir meu passo lento, meu caminho incerto, mas você nunca vai me ver no acostamento esperando alguém passar pra me levar na garupa. Eu vou nem que eu tenha que ir andando, nem que eu tenha que voltar pra arrumar outra forma de ir de novo. Na vida, meu caro, não dá pra deixar barato. Arriscar é preciso. Então, segue a risca. Mas não deixa sua história em branco.” — Vanessa Leonardi
“Diariamente eu chego a simples conclusão de que a vida é tão maravilhosa porque também é feita de colos, de feridas que cicatrizam, de amigos que celebram ou choram junto, de café coado com coador de pano, de gente que pega ônibus ou faz caminhada pela manhã, de quem planta o que se pode comer, de vizinhos que alimentam seus gatos com comida de gente. Que a vida é feita de algumas pessoas que direcionam todo o seu potencial criativo para melhorar a qualidade de vida de gente que eles nem conhecem. Que é feita de e-mails que chegam recheados de saudade e de cartas extraviadas solitárias numa gaveta de um correio qualquer. De muros e pontes e cais. De aviões que suprimem distâncias e de barcos que chegam. De bicicletas que atravessam cidades. De redes que balançam gente. De rostos que recebem beijos. De bocas que beijam. De mãos que se dão. Que existem pessoas altamente gostáveis, altamente rabugentas, altamente generosas, pessoas distraídas que perdem as coisas, mal-educadas que buzinam sem necessidade, pessoas conectadas que se preocupam com o lixo, pessoas apaixonadas e apaixonantes, possíveis e impossíveis, pessoas que se entregam, pessoas que se privam, pessoas que machucam, pessoas que chegam pra curar; desencadeadores de poemas, de sorrisos, de lições de vida que ficarão guardadas para sempre… A vida é tão maravilhosa porque ela nos compensa com ela mesma.” — Gratidão - Marla de Queiroz
“Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais. E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.” — Fernando Pessoa

domingo, 2 de outubro de 2011

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma. A vida não para. Enquanto o tempo acelera e pede pressa. Eu me recuso faço hora vou na valsa. A vida é tão rara. Enquanto todo mundo espera a cura do mal. E a loucura finge que isso tudo é normal. Eu finjo ter paciência. O mundo vai girando cada vez mais veloz. A gente espera do mundo e o mundo espera de nós. Um pouco mais de paciência. Será que é o tempo que lhe falta pra perceber. Será que temos esse tempo pra perder. E quem quer saber. A vida é tão rara…” — Lenine
“Sou feita de mim mesma. Um pouco de arrogância, um pouco de doçura. Um pouco de tristeza e um tanto de felicidade. Me pergunto se esse tanto é suficiente. Para mim, basta. E para a sociedade? Será que para ele vai parecer tão pouco que ela queira dar um fim nela de vez? Ou parecerá muito? Tanto que chega a incomodar? Não sei. “Essazinha” é tão contraditória e tão cruel, que vai querer dar um fim na minha felicidade de qualquer jeito mesmo.” — Fernanda Vokurka