Oh minha pequena, complicado se sentir assim não? Pequena aos olhos de todos, e grande aos seus sentimentos. Guardara-se dentro de um poço, por medo de seu verdadeiro eu. Mas se te olharem bem pelas tuas brexas conseguem ver esta doçura que tu és pequena, não há caverna que não tenha um furinho que o sol não possa invadir não é? Mas me diga se venzenquando não sente um leve calorzinho entrar por entre esses buraquinhos, ocasionado por alguns sorrisos tirados por pessoas que se importam. Aquelas que inserem um pouco de cor nessa bagunça preto e branco, que chama de teu. Diziam-lhe “deveria abrir esta caverna, não tenha medo da vida… Ela nem começou ainda pequena, é com as derrotas que aprenderá”. Ouvia em meio aos seus pensamentos que nada adianta esconder o que é de verdade, se este lado que é o mais lindo. Talvez tenha medo que as pessoas ainda tão possam aceitar-te, que para ela a vida precisa ser doce e leve. Têm medo de não agüentar tais trancos, mas tinham razão, entre trancos e barrancos, aprenderá alguma lição ou outra. Acostumar com o mundo tão grande parece impossível, quando se pensava em sair desse fundo poço, mas o impossível é mais lindo quando se desejado, e talvez ate não pareça assim tão grande comparado aos meus pensamentos que tornam seu mundinho tão gigantesco. Apreciava a intensidade mais a cada dia, dizia que se olhar no fundo de cada alma, se encontraria uma intensidade particular. Era poeta aquela bela moça. A pergunta que não se calava era como que por fora tão preto e branco, possuía tamanha doçura, sua alma era tão leve e doce, respondia sempre aos que conseguiam enxergar o motivo de suas perguntas, dizendo-lhes, talvez por gostar de um pouco de açúcar nos lábios, ou por querer um dia ser livre como pássaros, não atada a nós que parecem nunca afrouxar ou soltarem-se. Ou até porque conseguia ver como tão lindo, e cheio de amor o mundo é, todos lhe diziam que o amor havia se acabado, mas ainda via pequenos resquícios de doçura e leveza em cada cantinho, deseja se igualar a eles. Mas depois de tanto explicar, pensava com si só que sua alma estará pesada ao ponto, de querer apenas ser uma pluma. E voar, com a brisa marítima.
- Maria Emília e Hilda Seleme
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